Brasil Crítico

"A Análise dos Fatos formando Opinião"

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AImagem relacionadapós a posse do republicano Donald Trump na presidência dos EUA, o mundo ingressou em uma fase mais profunda de ceticismo e até medo, principalmente após o discurso de posse do magnata.

Ao fazer uso de um tom extremamente nacionalista e protecionista, Trump deu o recado de como será a sua gestão: América para os americanos. E só.

Com a situação enfraquecida da União Européia, principalmente com o imenso número de refugiados, o Oriente Médio em polvorosa (com sensível redução da influência americana) e a América do Sul em frangalhos, por conta das aventuras políticas existentes, o mundo perdeu um pouco a sua referência.

Blocos ou países emergentes já não veem nos EUA um parceiro confiável para negócios, sobretudo os BRIC’s (Brasil, Rússia, índia e China).

E foi nesse cenário de incertezas em que a primeira ministra britânica Theresa May fez um discurso singelo, simpático e ao mesmo tempo muito forte para a comunidade econômica mundial: o Reino Unido, livre das amarras da União Européia, está pronto para fazer acordos comerciais com todos os países que se dispuserem a tanto, ressaltando, estrategicamente, especial atenção ao Brasil, Rússia, Índia e China.

A fala de Theresa May no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, ecoou, para os ouvidos atentos, como o ressurgimento de uma potência livre de preconceitos para fazer negócios, bem ao estilo britânico, e que se coloca de forma a assumir certa preponderância no cenário mundial sob a ótica econômica, comercial e política.

Considerado o mercado consumidor do Reino Unido, a postura da conservadora Theresa May é um suave aceno ao mundo para que não dispense importância superlativa às ações do presidente Donald Trump, sobretudo aquelas mais protecionistas e ofensivas a outros povos no cenário comercial e econômico.

Importantíssimo dizer que países como o Brasil deverão procurar um realinhamento comercial e político, caso desejem ser respeitados internacionalmente, sem subserviência.  Criar alternativas para relações comerciais é fundamental, principalmente diante dos EUA, cujo presidente, em seu discurso de posse, falou com clareza ímpar que valorizará somente o que é produzido por americanos para americanos.

Um sinal perigoso disso foi a ameaça feita por Donald Trump, antes mesmo de sua posse, à montadora FORD, caso criasse nova fábrica de veículos no México. Diante do perigo iminente, a empresa recuou e o país vizinho aos EUA perdeu investimentos da ordem de um bilhão de dólares, graças à “promessa” do então futuro presidente de sobretaxar todos os bens fabricados no exterior por empresas americanas, quando ingressarem no país.

Essa não foi uma ação isolada, e tende a ganhar corpo. Daí a importância de se ter parceiros comerciais com o porte e equilíbrio do Reino Unido e da própria União Européia, mesmo que um tanto combalida.

É bom o empresariado brasileiro acordar para o fato de que criar alternativas para produtos, tendências e relações comerciais será vital nos próximos anos.

 Espera-se, mais do que em relação ao empresariado, que o governo brasileiro fique atento a essa situação e saiba atuar como um desbravador altivo e competente divulgador dos produtos brasileiros mundo afora.

Reprodução/TV Globo

www.metropoles.com / Reprodução/TV Globo

Criança de 04 anos morre ao cair em buraco aberto pela prefeitura no Jardim Satélite 1, em Campinas/SP, na noite do dia 17/01/2017.

A notícia veiculada pelo “Estadão conteúdo”, na internet, demonstra o grau de abandono da cidade de Campinas/SP na continuidade da gestão do prefeito Jonas Donizette.

O descaso com a vida humana chega a patamares inaceitáveis quando o próprio poder público negligencia a segurança da população, ao deixar de adotar providências rápidas para problemas graves, como um buraco de 02 metros de profundidade, aberto e cheio de água, situado na rua Joaquim Vieira Neto, endereço do triste evento.

Pedro Júnior Mendes de Sousa, cuja residência situa-se na rua do fato, saiu para brincar e simplesmente desapareceu. Após várias buscas, um vizinho resolveu entrar no buraco e encontrou o menino sem vida.

Pergunta-se: o que dizer desse absurdo? Um buraco com 02 metros de profundidade, aberto em uma rua onde existem crianças e animais domésticos, com mera sinalização, sem tapumes que impedissem o acesso, não é um ato de total irresponsabilidade?

Mesmo que o buraco seja parte do trabalho de uma empresa contratada pelo município, no caso a Construtora Estrutural, o poder público não pode se eximir do dever de fiscalizar as ações da contratada, o que lhe impõe solidariedade em relação à culpa pela morte do garoto.

A prefeitura disse que vai cobrar providências da empresa. Esta, por sua vez, prontamente atendeu à família da vítima, auxiliando quanto ao enterro e transporte para familiares irem ao velório.

Será que isso basta? Será que a vida humana passou a valer tão pouco, que uma brutal negligência como esta possa ser sanada com pequenos gastos emergenciais?

Que o Ministério Público e a Imprensa não deixem que este caso seja mais um a somar aos vários em que o azar, por completo, foi de quem morreu e de seus entes queridos.

Se à empresa caberia realizar determinada obra, ao município, por meio de seus agentes, incumbe fiscalizar a sua execução sob todos os aspectos, sobretudo quando envolve a segurança de pessoas.

Nota ZERO para a decepcionante prefeitura de Campinas/SP e para a Construtora Estrutural, que não adotaram a necessária segurança para o local, permitindo, ambas, que essa tragédia acontecesse.

foto: Wagner Souza – Futura Press – Estadão Conteúdo

O povo brasileiro, em que pese não seja rico, é responsável pelo pagamento de tributos em escala estratosférica, sobretudo quando se trata de automóveis.

Estima-se que um veículo, mesmo sendo fabricado no Brasil, tem um percentual de aproximadamente 40% de impostos embutidos no preço final, que é repassado ao consumidor.

Pagos os tributos embutidos no preço (PIS, IPI, ICMS e COFINS), sobrevém o IPVA – Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, pago anualmente por aquele que se arrisca a ser proprietário desse bem móvel.

Mas a exploração não termina nesse ponto. Além de comprar um bem enxertado de tributos, e de pagar outro simplesmente por ser proprietário, o governo exige a taxa de licenciamento (afinal, nada pode ser feito sem autorização estatal, e o ato de dirigir um automóvel não poderia ser tratado de modo diferente).

Para por aí? Negativo! Ao trafegar pelas estradas do país, boa parte delas em petição de miséria, o cidadão, como nos tempos medievais, tem que pagar o pedágio, não obstante o direito de ir e vir consagrado na Constituição Federal, o qual, s.m.j., não foi alvo de objetiva exceção constitucional quando se trata do deslocamento por meio de veículos.

Recentemente a imprensa tem noticiado a existência de lista eletrônica de assinatura pedindo o fim do IPVA, e citando algumas alternativas para suprir a perda de receita decorrente da eliminação desse imposto.

É uma medida interessante e que merece apoio, já que é originária das vítimas anuais da sanha governamental por recursos, os quais, quase sempre, escoam ralo abaixo, sem benefício para a população.

Aliás, já que tratamos de veículos, nosso país não precisaria sequer da existência de fábricas estrangeiras aqui. Bastaria que não houvesse alíquota de importação, havendo apenas a conversão de valores pelo dólar, e a fixação de uma pequena(PEQUENA!!!) taxa de importação.

Com isso deixaríamos de reduzir ICMS, IPTU e outros impostos de montadoras que pretendem se instalar aqui, isso sem falar nos malfadados empréstimos do BNDES, que custearam os “investimentos estrangeiros” no Brasil.

Sabe-se que a produção de automóveis emprega muitíssimo menos do que o setor de serviços referente aos veículos. Esse sim, deveria ser desenvolvido e ampliado, de modo a gerar mais empregos com fácil especialização. Teríamos carros de primeiro mundo, bem mais baratos, uma frota renovada e mais empregos garantidos. Mera divagação sugestiva.

Precisamos de uma reforma tributária séria e responsável neste país. Não é apenas a questão do IPVA que deve preocupar a todos. As alíquotas de imposto de renda são mal estabelecidas e deixam muita gente de fora, fazendo com que poucos paguem muito.

A atividade empresarial é sufocada pela montanha de tributos que tem a pagar, o que impede a expansão dos negócios e a contratação de mais trabalhadores, contribuindo para o desemprego e a recessão.

Toda a sociedade vê e sente os efeitos danosos dessa amálgama de incompetência gerencial, que impõem notável sofrimento à população e imenso retrocesso ao país.

Não é possível estabelecer um culpado pela situação tributária do Brasil, mas, com certeza, é possível afirmar que todos aqueles que integraram o Executivo e o Legislativo da União nos últimos trinta anos têm culpa registradíssima em cartório; seja por ações atabalhoadas ou pura omissão.

Neste momento em que o Brasil tornou-se o país das listas, principalmente das originárias de delações criminais, espera-se que alguma delas surta efeito, propiciando a limpeza da máquina pública, de modo que o governo remanescente (ou sobrevivente) possa trabalhar junto com a sociedade e o capital para estabelecer um sistema tributário justo.

Enquanto isso não acontece, vamos assinar listas por menos impostos e dar nomes àquelas que podem contribuir para o fim da picaretagem no país. 

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