Brasil Crítico

"A Análise dos Fatos formando Opinião"

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Artigos Publicados

Diante da conjuntura política e econômica do país, muito se tem falado acerca da participação da Maçonaria na solução dos problemas nacionais, considerado o passado de ações em prol da cidadania e dos direitos humanos que essa Instituição possui.

Nas redes sociais vê-se uma enxurrada de manifestações contra o status quo, algumas raivosas até, publicadas por pessoas que se identificam como maçons e, em alguns casos, que o são.

Cabe ressaltar e esclarecer que, em nenhum momento histórico de nosso país, a Maçonaria se envolveu institucionalmente.

Seja na Independência, na Abolição da Escravatura ou na Proclamação da República, a Instituição Maçonaria jamais atuou. Foram os maçons, imbuídos de espírito público, norteados pelos nobres ideais e princípios que aprenderam a cultuar e a desenvolver em seus templos, que atuaram em conjunto com a sociedade.

E assim ocorreu mundo afora, pois sempre houve o entendimento de que a Instituição Maçonaria, representada por suas Potências e Obediências, têm outra missão, que não a interferência institucional em assuntos de Estado. Sua missão é muito mais difícil: formar homens capazes de pensar a sociedade e o mundo que o cercam e de serem agentes de transformação social, sempre em parceria com a população, sem qualquer espírito de segregação ou elitização, afinal, é dela que são pinçados os maçons.

Não raro, vimos nas redes sociais movimentos usando símbolos maçônicos como o esquadro e o compasso, escrevendo ou vociferando palavras de ordem em vídeos, mormente incitando o ódio a este ou aquele. Lamentável.

O maçom, ao menos no Estado de São Paulo, seja de qualquer uma das três potências existentes, GOSP, GOP ou GLESP, manifesta-se com coragem, racionalidade e equilíbrio, nunca dispondo dos valores que aprendeu a cultuar em seu constante trabalho de aprimoramento pessoal.

Ressalte-se que não existe nestas linhas a pretensão de arvorar quem quer que seja como representante do pensamento ou conduta maçônicos. Absolutamente.

Trata-se, porém, de falar e de interagir com a população e a imprensa de modo que estes possam aferir o que realmente pode ser considerado maçônico, tendo em mente, como já dito, que uma participação institucional é praticamente inexistente.

Os maçons, enquanto membros da sociedade, agem em todos os segmentos e setores da atividade política, econômica e social do país. Não precisam estampar no peito seus símbolos, pois eles estão entronizados em suas almas na forma de valores como o patriotismo, retidão de conduta, amor à família e respeito ao próximo.

Seja nos conselhos municipais e estaduais, no exercício de cargos públicos, ou mesmo como cidadãos conscientes, os maçons estão mobilizados para atuar em prol de uma reforma ética no país.

Precisamos mudar conceitos, ser mais exigentes quanto à qualidade da gestão no poder público e, principalmente, quanto aqueles que ocupam ou desejam ocupar cargos por meio do voto.

Observe-se que este não é um anseio exclusivo dos maçons. É uma exigência da sociedade, que precisa ser levada à frente por todos.

Em vários municípios observa-se a criação de grupos, por maçons, como centros de fomento de idéias e de ações para a sociedade, buscando na união a força para interagir com a população e entidades da sociedade civil organizada com o fim de extirpar mazelas da gestão pública, seja municipal, estadual ou federal.

São posturas como essa que valorizam o maçom e mostram que a sociedade poderá sempre contar com ele. É uma demonstração de que não apenas o discurso basta: é fundamental que tenhamos a prática, livre de preconceitos, agregadora e efetiva, destinada ao bem comum.

Somente com este espírito de transformação social, típico dos maçons, toda a sociedade poderá reformar a política nacional e dar a si mesma mais uma chance de sucesso.

No dia 20 de agosto, data em que se comemora no Brasil o “Dia do Maçom”, que todos os maçons reflitam sobre a sua responsabilidade social, unindo-se e atuando dentro da sociedade, de mãos dadas com o povo, pois, honrosamente, dele fazemos parte.

O governo do presidente interino Michel Temer, do PMDB, praticamente elegeu os servidores públicos estaduais como sendo os responsáveis pelos desmandos até então praticados pelos políticos brasileiros.

Com a edição do chamado PLC nº 257/2016 e envio do mesmo ao Congresso Nacional, o presidente impõe restrições e cortes aos servidores públicos estaduais, por meio das exigências que faz aos governadores para que possam aderir à renegociação das dívidas estaduais.

Sob o manto da “austeridade” não houve qualquer cerimônia da parte do governo federal ao conceder reajustes a várias categorias de sua esfera antes do envio ao congresso desse projeto, em afronta clara às mesmas medidas que deseja impor aos estados da Federação.

Governos estaduais que já atrasavam vencimentos, não pagavam ou simplesmente não repassavam sequer a inflação do período aos servidores, agora sinalizam que o arrocho será ampliado. Atividades típicas de Estado, como a policial, que já estão prejudicadas, poderão ter a sua situação agravada caso se aplique a ela muitas das restrições propostas no PLC 257/2016.

É preciso entender que os servidores públicos que causam sério prejuízo ao erário não são aqueles de funções típicas de Estado: são aqueles que, exercendo funções similares às de qualquer trabalhador da iniciativa privada, ganham muito mais do que eles. Exemplo disso são os funcionários do Poder Legislativo, Câmara e Senado, cujos salários são absurdamente altos para funções comuns.

O gasto com comissionados que não representam nenhum ganho de expertise para a Administração Pública, contrariando a finalidade de sua contratação, que acaba sendo meramente política, representa um custo altíssimo para o país e já não se fala com tanta ênfase em cortá-los.

Além disso tudo já se avizinha uma reforma da previdência, necessária, é bom que se diga, mas que joga por terra toda a idéia de segurança jurídica de que se tem notícia, penalizando sempre os menos favorecidos, que trabalharão até a morte em condições nem sempre adequadas.

Cogita-se, inclusive, alterar as aposentadorias de militares e policiais, o que seria um absurdo dada a natureza das funções, que exigem muito da higidez mental e física, o que não se pode pleitear de um policial ou militar após trinta anos de serviço.

Em suma, na ânsia de tentar reparar anos de bandalheira com o dinheiro público, o que sempre contou com a participação comprovada de membros do partido do presidente interino, conforme se verificou em todos os escândalos de corrupção recentes, o respeito aos servidores públicos e à população foi esquecido.

Este é o Brasil.

A Ong Engenheiros Sem Fronteiras – Núcleo Campinas/SP, participou da 19ª Semana de Engenharia Química – SEQ da UNICAMP, com uma palestra sobre a ESF e sua importância, ocorrida no Centro de Convenções da universidade.

A palestra foi proferida pelo editor do site Brasil Crítico, José Vieira da Silva Junior, diretor de jornalismo da Ong.

Nós, da ESF-Núcleo Campinas/SP, entendemos que não há forma melhor de fazer a diferença do que agindo! Junte-se a nós! Entre em contato: 

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